quinta-feira, 14 de julho de 2011

Entretenimento com Autoconhecimento

Telenovela O ASTRO – Terá uma atmosfera mística do começo ao fim.

  O remake de “O Astro” inaugurou com grande estilo o novo horário de novelas na Globo. A trama de Janete Clair, sucesso absoluto na década de 70 e protagonizada por Francisco Cuoco, Dina Sfat, Tony Ramos e Elizabeth Savalla, sua releitura através da adaptação de Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, já está fazendo sucesso na boca do povo.
Além dos sentimentos humanos, essa nova roupagem da trama aborda de forma mais intensa a questão do misticismo, da crença naquilo que não vemos, mas que acaba movendo os personagens e também o público. Suas temáticas serão astrologia, adivinhação e coisas sobrenaturais, que vão explorar esse encantamento do homem por aquilo que ele não pode ver.
  O papel do protagonista Herculano Quintanilha, que na primeira versão foi de Francisco Cuoco, agora é de Rodrigo Lombardi. Já Cuoco, convidado pelos autores e diretores, reviverá a trama na pele de Ferragus.    Os dois atores contracenam juntos. Ferragus é o mestre de Herculano durante os oito anos de prisão. Ao se separarem, Ferragus continuará aparecendo para Herculano, ora em pensamento, ora se materializando como um alter ego. 
  Aos poucos, Herculano se aproxima de Ferragus na prisão e lhe pergunta por que é que os guardas o tratam de maneira diferenciada, cheio de regalias. Ferragus sorri e responde: "Porque eu tenho certos poderes". Nesse momento, o velho prisioneiro decide ensinar seus segredos de ilusionismo. "Sabia que eu sou capaz de trazer de volta a pessoa amada em três dias?", indaga Ferragus, e acrescenta, zombando: "Só não sei por quanto tempo a pessoa amada aguenta antes de fugir de novo." Herculano nunca sabe se ele está falando sério ou não, mas embarca nas suas ilusões. Por fim, ganha um presente de Ferragus do qual jamais irá se separar: uma ametista, falsa.
  Oito anos se passam, Herculano (Rodrigo Lombardi) ganha a liberdade e aparece no palco da casa de shows Kosmos, num sobrado da Lapa, bairro boêmio do Rio de Janeiro. Ele agora é o Professor Astro, a principal atração de ilusionismo e telepatia. Na cabeça, um turbante, e, no centro sua ametista. 
  A Amestista usada por Herculano, é uma Pedra muito valorizada desde 3.000 AC. Para os gregos esta pedra os protegia de feitiçarias, nostalgia, maus pensamentos e embriagues. Ajuda na cura da tristeza, mágoas e depressão. Afasta a negatividade, transmite paz e harmonia. Traz estabilidade, vitalidade e força.É a pedra da realização das metas pessoais, da conquista do poder de influenciar os outros e da força dos guerreiros.É o símbolo do Terceiro Olho que tudo vê. É a mais espiritual das pedras.
Alcides Nogueira  autor do novo Astro diz: "Acredito em forças superiores às nossas. Não sei quais, e nem como elas se manifestam. Tenho o maior respeito pelos cultos religiosos e pela fé. Acho que ainda somos muito ignorantes no que diz respeito aos mistérios da vida e do universo, e ao pleno funcionamento de nosso cérebro."
 


Os valores, sentimentos e comportamentos presentes na novela nos traz uma reflexão sobre nossa realidade social e individual:

Conheça um pouco mais sobre o comportamento, os sentimentos e as relações dos personagens, e fazendo uma analogia com a vida real, percebemos o quanto nossas atitudes são baseadas em sentimentos primários (amor, vingança, ódio, culpa, inveja, o poder) e como essas dualidades entre emoção e razão estão presentes em nosso cotidiano que nos remete a escolhas, que por sua vez podem nos trazer felicidades ou criar conflitos internos e nas relações pela dualidade. Descubra qual sentimento se esconde atrás dos comportamentos dos personagens:
Herculano é um herói ambíguo e de caráter questionável, principalmente quando passa a perna em terceiros para poder usufruir da vida em cima deles. Em contraponto, o “vilão” tem sempre um motivo por trás de suas atitudes ilícitas: sua razão está sempre atrelada ao sentimento mais irrefutável existente: o amor.
Pai e filho convivem em discórdia porque Márcio não consegue aceitar o ambiente superficial onde vive. Salomão enxerga o filho como uma pessoa que nunca se deu conta de que o dinheiro é a recompensa “efetiva” do trabalho, já Márcio o vê como alguém que não se importa com os outros. Dessa incompatibilidade, surgem intensos conflitos que fazem com que o pai reprima seu filho e o mande para uma clínica psiquiátrica. Depois disso, Clô também passa a se revoltar contra o marido.
No Grupo Hayalla, esta presente a cobiça dos irmãos Youssef (José Rubens Chachá), Amin (Tato Gabus) e Samir (Marco Ricca) por seu lugar na empresa. Salomão delega aos irmãos funções importantes dentro do Grupo, mas a última palavra é sempre dele. E isso fere profundamente o ego deles.
Regina Duarte vive Clô Hayalla, uma mulher que, fragilizada pela relação desgastada com o marido Salomão Hayalla (Daniel Filho) e com a internação do filho do casal, Márcio (Thiago Fragoso), em uma clínica psiquiátrica, se apaixona pelo belo Felipe Cerqueira (Henri Castelli). Mas o que ela não sabe é que o jovem está de olho apenas nos milhões de sua família.
  Beatriz (Guilhermina Guinle) é fugaz e muito sensual. Uma mulher moderna e decidida, que  vai à luta em busca dos seus objetivos. A consultora jurídica do Grupo Hayalla é livre e faz o que bem entende. No fundo, ela é solitária e deseja um amor de verdade, porém, pensa que os homens de hoje não têm qualidades suficientes para agradar uma mulher contemporânea como ela.
 Teledramaturgia brasileira. A novela tem direção de núcleo de Roberto Talma, direção geral de Mauro Mendonça Filho e direção de Fred Mayrink, Allan Fiterman e Noa Bressane. A releitura da obra de Janete Clair é escrita por Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro. O roteiro ainda conta com a colaboração de Tarcísio Lara Puiati e Vitor de Oliveira. 

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